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May 08, 2026

ANGN marca presença na Conferência ”O Futuro da Segurança na Europa”



No dia 7 de maio de 2026, o Presidente da Associação Nacional de Guardas-Noturnos, José Cardoso, esteve presente na conferência "O Futuro da Segurança na Europa", organizada pelo SIAP e realizada na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.


O evento reuniu oradores de referência no domínio da segurança europeia, entre os quais Hans Leijtens, Diretor Executivo da Frontex, Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, o Superintendente-Chefe Luís Carrilho, Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública, a Eurodeputada Ana Catarina Mendes, membro das Comissões LIBE, SEDE e EUDS, e Jochen Kopelke, Presidente da EU.Pol, Federação Europeia de Sindicatos de Polícia.

 

Estiveram igualmente presentes o Coronel Marco Cruz, 2.º Comandante da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras da GNR, João Mortágua, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Critical Software, e Michel Oz, Assessor Estratégico Internacional para a Cooperação Policial da Unidade de Polícia de Limburgo, nos Países Baixos.


Ao longo da manhã, os temas debatidos refletiram a crescente complexidade do panorama de segurança europeu. Foram abordadas as ameaças híbridas, que cruzam criminalidade organizada, cibersegurança, pressões migratórias e instabilidade geopolítica, a proteção de infraestruturas críticas, incluindo os cabos submarinos que sustentam as comunicações digitais do continente, e a urgência de uma maior interoperabilidade entre sistemas, instituições e forças de segurança dos diferentes Estados-membros.

Um dos eixos centrais do debate foi a relação entre tecnologia e fator humano. Vários oradores sublinharam que, por mais sofisticados que sejam os sistemas de vigilância e de detecção de ameaças, a sua eficácia depende sempre da capacidade dos profissionais no terreno para interpretar, decidir e agir.

A tecnologia potencia, mas não substitui a presença humana.


Tecnologia e presença humana: dois lados da mesma moeda

Num mundo onde as câmaras de vigilância se multiplicam, os algoritmos detetam movimentos suspeitos e os drones patrulham perímetros, há algo que nenhum sistema consegue replicar: a presença física de um profissional que conhece a sua rua, que reconhece os seus moradores, que age com discernimento e com responsabilidade.

A prevenção mais eficaz não é a que reage, é a que dissuade antes de haver razão para reagir. E essa dissuasão faz-se, acima de tudo, com visibilidade. Com a certeza, da parte de quem pensa em praticar um ato ilícito, de que alguém está ali. De que aquela rua não está abandonada. De que a comunidade está viva e atenta.


É neste contexto que a ANGN reafirma a importância do Guarda-Noturno no ecossistema de segurança das comunidades. Com mais de 643 anos de história ao serviço das populações, esta profissão não é uma herança do passado é uma resposta concreta aos desafios do presente. Não em oposição à tecnologia, mas ao seu lado, como o elo humano de uma cadeia que só funciona quando está completa.


O futuro da segurança na Europa que se debateu esta manhã no Porto é um futuro que precisa desta presença. E a ANGN continuará a trabalhar para que ela seja reconhecida, valorizada e preservada.

Sobre Nós

A Associação Nacional de Guardas-Nocturnos (A.N.G.N.) foi fundada em 15 de abril de 1993, inicialmente chamada Associação de Guardas-Nocturnos. A designação atual foi adotada em 17 de janeiro de 1996, e a associação tem duração indeterminada.

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